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Marcos Crippa cria política pública em Catanduva para prevenir e combater amputações em diabéticos. Lei já está em vigor

por George Norbetro publicado 11/09/2026 17h19, última modificação 11/09/2026 17h19
Iniciativa do presidente da Câmara garante o direito ao exame preventivo dos pés em todas as consultas médicas e busca reduzir estatísticas alarmantes de perda de membros inferiores na cidade.

Já está em vigor em Catanduva a lei que institui a Política de Prevenção e Combate às Amputações em Pacientes Diabéticos. A nova legislação municipal, de autoria do presidente da Câmara de Catanduva, vereador Marcos Crippa (PL), surge como uma resposta urgente a um problema de saúde pública nacional: a falta de cuidados adequados com o chamado ‘pé diabético’, que lidera as causas de perda de membros inferiores no país.

A nova lei assegura aos portadores de diabetes, incluindo crianças, o direito de terem seus pés examinados em toda consulta médica realizada no município, independentemente da especialidade do atendimento. Caso seja identificado o ‘pé de risco’, o paciente será encaminhado imediatamente a um médico especialista.

De acordo com o texto proposto pelo presidente e vereador Marcos Crippa e aprovado por unanimidade de votos, a política pública prevê um acompanhamento sistemático da evolução da doença na atenção básica e o estímulo ao autoexame diário. O município também deverá realizar campanhas anuais de conscientização, debates, palestras e divulgações permanentes sobre os cuidados rotineiros necessários para evitar complicações. As ações serão organizadas em parceria com entidades da sociedade civil para ampliar o alcance na comunidade.

“Não podemos aceitar que um cidadão perca um pé ou uma perna por falta de um exame simples na rotina de atendimentos. Nosso objetivo com essa lei é criar um escudo preventivo na saúde pública de Catanduva. Ao garantir que o exame dos pés seja obrigatório em qualquer consulta, estamos agindo antes que uma ferida simples vire uma complicação irreversível. É uma lei que protege a dignidade e a autonomia das pessoas com diabetes”, destacou o vereador Marcos Crippa.

 

 

Cenário alarmante justifica a medida

A necessidade de uma legislação específica para o tema é respaldada por dados preocupantes. Um levantamento da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), baseado em dados do Ministério da Saúde, mostra que mais de 282 mil cirurgias de amputação de pernas ou pés já foram realizadas no Sistema Único de Saúde (SUS).

O diabetes afeta diretamente a circulação sanguínea, estreitando as artérias e reduzindo a oxigenação dos tecidos. Isso, somado à perda de sensibilidade e a deformações nos pés, eleva o risco do surgimento de pequenos ferimentos que evoluem rapidamente para quadros gravíssimos.

Especialistas alertam que o atraso no diagnóstico é o principal vilão, fazendo com que o paciente chegue ao especialista apenas em estágios avançados. No entanto, a prevenção é altamente eficaz: estudos apontam que 85% das amputações ligadas ao diabetes começam com uma lesão nos pés que poderia ter sido prevenida ou tratada precocemente.

Com a transformação do projeto em lei, Catanduva passa a contar com uma ferramenta jurídica e administrativa robusta para salvar membros, melhorar a qualidade de vida dos pacientes diabéticos e reduzir os custos hospitalares gerados por procedimentos cirúrgicos complexos.